Empreendedorismo feminino e a transformação do mercado
19 de Novembro, Dia do Empreendedorismo Feminino
Quem é que não conhece histórias de mulheres inspiradoras, que movem o próprio negócio? O empreendedorismo feminino é um movimento que cresce no mundo inteiro. Fruto do avanço na garantia de direitos para as mulheres, trilhando um caminho de equidade entre homens e mulheres, essa modalidade de empreendedorismo celebra a diversidade, quebra paradigmas e renova o mundo dos negócios.
Podemos afirmar que é também fundamental para a criação de um ecossistema empreendedor, que propicie o surgimento de novas empresas.

Apesar do crescimento exponencial, ainda existem muitos obstáculos a serem enfrentados a fim de que as oportunidades entre homens e mulheres sejam equivalentes. Embora representem 52% da população, as mulheres ocupam posição de destaque em apenas 13% das 500 maiores empresas brasileiras. O empreendedorismo feminino tem ajudado diretamente na construção de uma sociedade mais justa, na medida em que gera oportunidades de liderança para as mulheres.
Assumir o próprio negócio, por exemplo, é uma forma de empoderamento e ascensão a cargos de liderança, com potencial de colaborar para a modificação desse quadro de desigualdade. Segundo o Sebrae, no Brasil, há 9,3 milhões de mulheres à frente de um negócio, sendo que 45% delas são chefes de família, ou seja, são responsáveis pela principal renda de seus lares.
Principais desafios
Você já se perguntou qual é a principal motivação de uma mulher ao abrir o seu próprio negócio? Segundo pesquisas, para os homens, a principal é a liberdade. Mas, para as mulheres, a motivação é a necessidade.
Pontos como a maternidade e a dificuldade de se manter no mercado de trabalho, assim como a necessidade de sustentar a família sozinhas, são realidades recorrentes entre mulheres que recorrem ao empreendedorismo. Apesar de um nível de escolaridade 16% superior, as mulheres podem ganhar até 22% menos do que homens empreendedores.

Já a pesquisa Mulheres no Conselho, publicada em 2018 pela Deloitte, mostra que apenas 8,6% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres no Brasil — no mundo todo, a proporção é de 16,9%. Isso coloca o país na 38ª posição do ranking global de liderança feminina nas empresas.
Aqui, podemos perceber que os desafios são inúmeros, mas a potência do empreendedorismo feminino tem quebrado conceitos ultrapassados e levantado a economia de forma inimaginável. Com mais mulheres empreendedoras, novas necessidades do mercado estão sendo supridas com criatividade e muito empenho.
O futuro é feminino? Em quem podemos nos inspirar?
Se você já viu essa frase estampada em camisetas por aí, nas mais diversas línguas, por todo o mundo, saiba que essa realidade é cada vez mais real. Um belo reflexo disso é que, de acordo com um estudo do Sebrae de 2019 sobre empreendedorismo feminino, o número de mulheres empreendedoras em território brasileiro é de 24 milhões. Se há alguns anos um número como esse era impensável, hoje é algo real.

Hoje, no Brasil, algumas dessas mulheres são as pessoas mais influentes e poderosas do país, como Luiza Helena Trajano.
Luiza é uma mulher cheia de qualidades profissionais. Natural do Estado de São Paulo e formada em Direito, é o nome por trás da diretoria de uma das maiores lojas do Brasil: a Magazine Luiza. Presidente do Conselho de Administração, ela passou por várias funções e transformou a empresa em uma das mais competitivas do setor varejista, e sempre emprestando qualidades muito femininas à rede de lojas – empatia, defesa do empoderamento feminino, proximidade com clientes e muita sensibilidade às causas sociais e ambientais.
Outra personalidade que vem se destacando é Ana Fontes, eleita uma das 20 mulheres mais poderosas do país pela Forbes, em 2019. Fundadora do Rede Mulher Empreendedora, já capacitou e treinou mais de 500 mil mulheres empreendedoras.
Quer mais um exemplo? Se você já ouviu falar ou usa o Nubank, saiba que por detrás de tantas funcionalidades e inovações está Cristina Junqueira, uma das fundadoras dessa startup, que dominou o território brasileiro.
Tá vendo? Quando a gente diz que as mulheres têm papel essencial no crescimento do mercado, é disso que estamos falando.
E por que devemos apoiar mulheres empreendedoras?
De acordo com pesquisa da RME, em muitos casos, o trabalho das empreendedoras é o sustento de várias famílias. Não só das próprias, mas também das famílias de suas funcionárias. Afinal, mulheres costumam empregar outras para fortalecer a rede de apoio, gerando oportunidades para crescerem, se destacarem e sustentarem suas famílias.

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) mostrou que mulheres que ocupam cargos de liderança costumam ter uma performance melhor, além de aumentar os lucros das empresas. O destaque também vai para a habilidade que elas têm de atrair e reter talentos, e seus ótimos desempenhos em criatividade e inovação.
Quando apoiamos e levantamos as mulheres, todos se beneficiam. Afinal, com mais inovação, surgem novas oportunidades de negócio, e o mercado se aquece, diminuindo diretamente as taxas de desemprego.
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